sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

VEGETARIANOS FAMOSOS 08 - LÉON TOLSTÓI



Considerado um dos maiores escritores de todos os tempos.Além de sua fama como escritor, Tolstoi ficou famoso por tornar-se, na velhice, um pacifista, cujos textos e ideias batiam de frente com as igrejas e governos, pregando uma vida simples e em proximidade à natureza.
Junto a Fiódor Dostoiévski, Gorki e Tchecov, Tolstói foi um dos grandes da literatura russa do século XIX. Suas obras mais famosas são Guerra e Paz, sobre as campanhas de Napoleão na Rússia, e Anna Karenina, onde denuncia o ambiente hipócrita da época e realiza um dos retratos femininos mais profundos e sugestivos da Literatura.
Morreu aos 82 anos, de pneumonia, durante uma fuga de sua casa, buscando viver uma vida simples.
Apesar de afirmar ter-se convertido no último período de sua vida e de renegar seus trabalhos mais famosos, encontram-se nestes mesmos textos diversas referências sobre a busca do autor por uma vida simples e próxima à natureza. Segundo o escritor George Woodcock em "A História das ideias e movimentos anarquistas", em todos os romances que Tolstoi escreveu quando mais novo, ele "considera a vida tanto mais verdadeira quanto mais próxima da natureza".

O escritor russo Leo Tolstoy tornou-se vegetariano em 1885. Abandonando o esporte da caça, ele defendia o "pacifismo vegetariano" e era contrário a que se matassem mesmo as menores entidades vivas, tais como as formigas.

Ele sentia haver uma progressão natural da violência que conduzia inevitavelmente a sociedade humana à guerra. Em seu ensaio "O Primeiro Passo", Tolstoy escreveu que o consumo de carne é "simplesmente amoral, visto que envolve a execução de um ato contrário à conduta moral: matar". Tolstoy acreditava que, ao matar, " o homem suprime em si mesmo, desnecessariamente, a capacidade espiritual mais elevada - a de compaixão para com os seres vivos como ele - e, ao violar seus próprios sentimentos, torna-se cruel"



ATIVISTAS CONTRA CAÇA A BALEIAS ENTRAM EM CHOQUE COM JAPONESES

SYDNEY (Reuters) - Baleeiros japoneses e manifestantes se enfrentaram na quarta-feira no oceano Antártico, com os ativistas dizendo que três pessoas de sua tripulação foram feridas por arpões e uma vara de bambu e um japonês alegando que os ativistas tentaram cortar cordas e emaranhar as hélices do barco.
O confronto aconteceu no mar a cerca de 300 milhas ao norte da península de Mawson, perto do litoral da Antártida, disse o grupo contra a caça à baleia Sea Shepherd em seu site.
"Nossos barcos pequenos tentaram retardar a embarcação japonesa Yushin Maru no 2, que estava atacando agressivamente o Steve Irwin", disse o capitão Paul Watson
O Steve Irwin é o barco-chefe do grupo.
O comunicado dizia que um tripulante norte-americano, Brian Race, sofreu lacerações em cima de seu olho direito e em seu nariz por uma vara de bambu, enquanto o cinegrafista Russel Bergh da África do Sul e o fotógrafo Guillaume Collet da França sofreram ferimentos de ganchos de ferro.
Um vídeo japonês exibido pelos baleeiros mostrava um canhão de água no navio japonês sendo disparado contra um barco de borracha preto, enquanto projéteis não identificados pareciam estar sendo jogados no navio japonês por ativistas da pequena embarcação.
O site do Instituto de Pesquisa de Cetáceos do Japão dizia que os ativistas usaram facas para tentar cortar as cordas, atiraram ganchos nas redes e tentaram parar as hélices do navio com cordas.
O porta-voz do instituto, Glenn Inwood, disse: "há uma chance de eles terem se ferido com os próprios ganchos".


Fonte: Reuters 


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

CARNE PROCESSADA PODE CAUSAR CÂNCER DE PÂNCREAS



Pesquisadores da Suécia sugerem que comer carne processada, como bacon e salsichas, pode estar relacionado com o câncer de pâncreas. Eles afirmam que comer 50g de carne processada – cerca de uma salsicha – todos os dias, pode aumentar o risco de câncer em 19%.

Comer carne vermelha e processada já foi ligado ao câncer de intestino. Como resultado da pesquisa, o governo do Reino Unido recomendou em 2011 que as pessoas não comam mais do que 70g por dia.

Susanna Larsson, que conduziu o estudo do Instituto Karolinska, disse que a ligação da carne com outros tipos de câncer foi algo bastante controverso. “Sabemos que comer carne aumenta o risco de câncer colorretal, mas não é muito conhecida a ligação com outros tipos de câncer”, disse.

O novo estudo analisou informações de 11 outras pesquisas e 6.643 pacientes com câncer de pâncreas. Ele sugere que o risco de câncer de pâncreas aumenta 19% para cada 50g adicionados a dieta diária. Ter 100g extras aumentaria o risco em 38%.

O risco de desenvolver câncer de pâncreas em toda a vida é “relativamente pequeno”, de acordo com um instituto de estudo de câncer britânico – um em cada 77 homens e uma em cada 79 mulheres.

“Ainda não sabemos se a carne é um fator de risco definido para o câncer de pâncreas e outros grandes estudos são necessários para confirmar isso, mas essa nova análise sugere que a carne processada pode estar desempenhando um papel”, afirma Sara Hiom, diretora do instituto. No entanto, ela ressaltou que o fumo é um fator de risco muito maior.

O Fundo Mundial para a Pesquisa em Câncer alertou as pessoas para que evitem comer carne processada.

O pesquisador Rachel Thompson disse: “Vamos re-examinar os fatores por trás do câncer pancreático no final deste ano como parte do nosso projeto de atualização contínua, que deve nos dizer mais sobre a relação entre o câncer de pâncreas e carne processada. Há fortes evidências de que estar acima do peso ou obeso aumenta o risco de câncer de pâncreas, e este estudo pode ser uma indicação de outro fator por trás da doença.” [BBC]

Fonte: hypescience.com

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

REPORTAGEM - DIETA VEGETARIANA DEVE SER ACOMPANHADA, DIZ NUTRICIONISTA



'É o especialista quem fará do vegetarianismo um estilo de vida saudável'.


Excesso de determinados tipos de alimentos pode levar à obesidade.


O hábito de comer carne todos os dias ainda faz parte da vida da maioria da população. Mas, nos últimos anos, o crescimento do número de vegetarianos vem anunciando uma mudança no perfil do consumidor. Em uma pesquisa realizada pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), no final de 2010, 4% dos jovens das classes A, B e C, de São Paulo e do Rio de Janeiro, se declararam vegetarianos.


"Sinto que rejuvenesci meu organismo", diz Fernanda Teka, de 24 anos. Há um ano, ela faz parte do grupo dos ovolactovegetarianos, que não comem nenhum tipo de carne, vermelha ou branca, mas que consomem ovos, mel, leite e derivados, e conta que, em alguns dias, já sentiu as mudanças no corpo. "Parece pouco tempo, mas bastou uma semana para começar a perceber os benefícios, além do incrível sentimento de superação", afirma.


Mas, segundo a nutricionista Ana Carolina Morcelli, a pessoa que adere a uma dieta vegetariana pode ter deficiência de ferro e de vitamina B12 no organismo. "O problema maior são os veganos, que não comem nenhum tipo de alimento de origem animal", afirma. De acordo com a especialista, o ferro é responsável por dar mais energia ao corpo e manter a frequência cardíaca dentro do normal. Já a falta de vitamina B12, que participa da formação do sangue, pode causar anemia. Fernanda, porém, garante que tem uma alimentação balanceada: "Substituo a carne por proteína de soja, ovos, leite e derivados, folhas escuras, castanha-do-pará". E a nutricionista aprova. "O consumo de alimentos de origem animal já permite a absorção dos nutrientes necessários", explica.


Para quem pensa que adaptação é difícil, os vegetarianos garantem: não é. "Não senti falta da carne, foi tranquilo. Percebi melhora na digestão e não me sinto pesada após as refeições", diz Fernanda. Para André Tambucci, não foi diferente. Vegetariano há 12 anos, ele afirma que nunca gostou de carne. "Sempre tive nojo, não vejo como comida. Vejo como um ser em decomposição", conta.


O motivo é óbvio: a preservação da vida. André mudou a alimentação ainda adolescente, aos 15 anos, sem influência de parentes ou amigos: "Não acho justo a maneira como os animais são cultivados, sem ter chances de defesa. Depois, ainda são mortos com crueldade". Fernanda também afirma que sempre apreciou a dieta dos vegetarianos pelo respeito aos bichos e diz que brincava que um dia pararia de comer carne: "Sempre dizia que viraria vegetariana aos 30 anos, até que um amigo me perguntou por que não me tornava de uma vez. Foi assim que eu tomei a decisão".


Fim de ano é sempre assim: acabo comendo só arroz"


André Tambucci, vegetariano


Segundo eles, o maior desafio é comer fora de casa, principalmente em festas nas casas de outras pessoas. "Fim de ano é sempre assim: acabo comendo só arroz ou não comendo nada. O pior é quando tentam empurrar presunto ou peixe e dizem que não é carne", desabafa André. Para Fernanda, até mesmo os restaurantes precisam se atualizar: "A maior parte dos cardápios ainda conta com carne em quase todas as opções. Não entendo como problema, mas, em alguns casos, é bom comer em casa antes de sair".


A preocupação quanto a esse modo de vida, no entanto, é que a pessoa adote uma dieta com excesso de determinados tipos de alimentos e falta de outros, o que pode acabar causando uma desnutrição ou levando à obesidade. Segundo Ana Carolina, o acompanhamento de um especialista é fundamental para uma boa saúde. "É o nutricionista quem vai orientar sobre quais alimentos contêm os nutrientes necessários para o corpo e é ele quem fará com que o vegetarianismo seja um estilo de vida saudável, evitando os riscos que uma dieta muito restritiva pode causar ao organismo", explica.


Para quem quer experimentar a comida vegetariana, Fernanda deixa uma dica tradicional, mas que garante que é deliciosa. "Há uma porção de receitas boas, mas passarei uma vegana pra provar que comida sem carne é boa demais".


Hamburguer de soja caseiro
Ingredientes
-250 g de PVT (proteína vegetal texturizada) fina
-2 cebolas pequenas raladas
-3 dentes de alho ralados
-1 colher de café de curry
-1 colher de chá de açafrão
-5 colheres de sopa de orégano
-10 colheres de sopa de óleo
-22 colheres de sopa de farinha de trigo
-1 colher de chá de manjericão
-sal e pimenta do reino a gosto




Modo de fazer
Hidrate a PVT, deixando-a na água por meia hora. Depois, aperte-a para tirar o excesso de água. Adicione todos os ingredientes, com exceção da farinha de trigo. Mexa bem e, aos poucos, vá colocando a farinha.
Se a massa não estiver com liga suficiente, adicione mais farinha de trigo e forme os hambúrgueres. É possível assá-los em uma forma untada ou, em uma frigideira com um pouco de óleo. Também é possível congelá-los. Eles duram até seis meses. Rende 12 hambúrgueres.


Fonte: G1

VÍDEO - SEJA VEGETARIANO

                                    Vídeo interessante que demonstra com bastante clareza de onde vem a carne que você come... cenas fortes...


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

OLIVIA MUNN EXPÕE FAZENDAS DE PELE NA CHINA

Como correspondente no The Daily Show com Jon Stewart , a atriz Olivia Munn sabe como encontrar humor em praticamente qualquer coisa. Mas uma coisa que Olivia que protagoniza o antecipado Aaron Sorkin série da HBO The Newsroom , não encontra absolutamente nenhum humor em que a violência é infligida aos animais que são mortos por sua pele. Olivia, que é de ascendência chinesa: Ela está expondo fazendas de peles na China, o maior exportador mundial de peles.

"Quem precisa de pele para se sentir bonita?" Olivia pede no anúncio sexy, que foi baseado pelo fotógrafo top Emily Shur. Em sua exposição chocante disfarçado de vídeo, Olivia explica que em fazendas de pele na China, não há penalidades para cramming martas, guaxinins, coelhos, raposas, e até mesmo cães e gatos em gaiolas minúsculas e depois concussão, sufocando, estrangulando, ou eletrocutando-os  ou mesmo esfolá-los vivos, a fim de transformar suas peles em casacos de pele, acabamentos, e bijuterias. Olivia lembra-nos que quando se trata de violência em fazendas de peles, "Não há nada bom, fingindo que você não conhece." Por favor, dedique um minuto para assistir o vídeo. 

Confira entrevista exclusiva com Olivia PETA para saber mais sobre seus pensamentos sobre peles e exóticas.  Você pode ajudar a pôr fim a esta indústria sangrenta por se recusar a comprar ou usar guarnição da pele ou pêlo. 


FONTE: People for the Ethical Treatment of Animals (PETA)




segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

HOLLYWOOD SE RENDE À DIETA VEGAN, SEM PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL. CELEBRIDADES ADOTAM CARDÁPIO VEGETARIANO RADICAL


Hollywood rendeu-se à onda vegan. Cada dia mais, aumenta o número de celebridades que confessam ter deixado de consumir todo alimento de origem animal. É gente que não só aboliu carnes de todos os tipos do cardápio diário como também recusa ovos, leites e derivados, o que inclui por exemplo queijos, bolos, massas tradicionais e a maioria dos molhos. A comediante e apresentadora Ellen Degeneres e sua mulher, a atriz Portia de Rossi, lideram o movimento: as duas — que formam a mais poderosa dupla homossexual americana — lançaram um blog dedicado ao tema (vegan.ellen.warnerbros.com/blog), anunciaram a abertura de um restaurante vegan em Los Angeles e ainda preparam o lançamento de uma linha de produtos para animais domésticos, a fim de que cães e gatos possam compartilhar desta onda.

Atores e comediantes como Allec Baldwin, Woody Harrelson e Russell Brand já defenderam publicamente a nova dieta, que tem efeitos emagrecedores impressionantes. O ex-campeão mundial de boxe Mike Tyson voltou à boa forma, depois de um período tumultuado em função de um divórcio litigioso, por causa da alimentação vegan. No octógono do MMA, aliás, o lutador do Ultimate Fighting Championship (UFC) Mac Danzig é outro exemplo da combinação de um corpo atlético e alto rendimento físico na modalidade de luta, graças a uma dieta vegetariana radical, sem produtos de origem animal.

Nem políticos escapam. O ex-presidente Bill Clinton surpreendeu seus médicos com um emagrecimento radical, graças a um cardápio diário rigorosamente livre de derivados de animais. Clinton circula agora acompanhado por dietistas, que controlam suas refeições. O ex-presidente segue também um programa de exercícios feito especialmente para quem faz a dieta. Isto porque, nas academias americanas, a combinação entre dieta vegan e exercícios de musculação já é a receita mais procurada por quem quer emagrecer e esculpir o corpo.

A nova onda ganhou impulso por causa de documentários como “Meet your meat” (“Conheça a sua carne”, dirigido por Bruce Friedrich e narrado por Alec Baldwin), que mostra o modo cruel como animais são tratados nos abatedouros, além de fazer um alerta sobre a quantidade de hormônios e antibióticos usados em criadouros, para fazer com que os animais ganhem peso e possam ser abatidos em prazo mais curto. Por isso, os defensores da dieta desfiam motivos ideológicos para seguir o novo cardápio.

No Brasil, Bianca Turano, coordenadora do Grupo Rio da Sociedade Vegetariana Brasileira, explica que, em função da ideologia dos direitos dos animais, os ‘veganos’ (na forma aportuguesada) adotam dieta vegetariana radical, mas existem vegetarianos que ainda consomem ovos e leite:
— O movimento está crescendo muito no Brasil, em todas as idades e classes sociais. Muitas empresas perceberam isso e já oferecem produtos industrializados com selo vegan.
No Rio, quem quer comer alimentos livres de qualquer ingrediente de origem animal tem boas opções, mas também uma tarefa, segundo Bianca.
— O vegetariano radical é aquele que sempre lê embalagens, analisa os rótulos e informa-se, nos restaurantes, sobre as receitas servidas.
Restaurantes como o Tempeh, no Centro; o Refeitório Orgânico, em Botafogo; o Biocarioca, em Copacabana; o Vegan Vegan, em Botafogo; e o Vegetariano Social Clube, no Leblon, são locais onde é possível encontrar boa variedade de alimentos com estas características. A desenhista Rosa Mubarak, de 58 anos, é vegan há mais de 20 anos. Parou de consumir carne vermelha em 1974, e deixou de comer ovo em 1988.
— Quando comia proteína animal, eu me sentia mal, ficava deprimida, tinha dor de barriga. Por isso, resolvi parar de comer todo tipo de carne, e mesmo peixe. Eu sentia mais prazer quando ingeria cereais — lembra ela — Quando você para de comer carne, ajuda o mundo.
Para manter este bem-estar, Rosa tem muito trabalho: leva comida aos locais aonde vai e sabe que terá dificuldades de achar restaurantes em viagem. E conta que sempre pesquisa por opções de restaurantes vegan, antes de embarcar:
— Na Itália, eu passei o maior aperto. Quase não tinha opções de restaurantes. Do ponto de vista social, a dieta é um transtorno. É mesmo difícil encontrar amigos que aceitem um cardápio tão radical, e evitar encontros em churrascos, pizzarias etc…
— Os amigos já sabem. Lá em casa não entra nada de origem animal. E perguntam se podem levar um sanduíche, mas sabem que eu sou brigona — brinca.
Do ponto de vista da saúde, os médicos alertam que é preciso substituir muitos dos nutrientes que são providos por carnes e derivados de leite, como ferro e vitamina B12.
— Não basta cortar proteína animal, tem que fazer uma compensação equilibrada, com inclusão adequada de grãos, leguminosas e vegetais — ensina a nutricionista funcional Luciana Harfenist.

 Fonte: O Globo